segunda-feira, 5 de março de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Oscar 2012 - Os Vencedores
Ontem foi dia da segunda maior festa do ano (a primeira é meu aniversário), onde o créme de la créme de Hollywood e agora da Europa se unem para celebrar o cinema e seus feitos extraordinários do ano que se passou. Como a indústria cinematográfica tem um atraso do tempo de estréia de um filme em território Norte-Americano para as terras Brasilis, muitos são os filmes que ainda não vimos a cara ou que estão estreiando este mês e que já são indicados. Isso porque as produtoras, visando que os jurados lembrem de seus filmes, guardam aqueles que acreditam ser fortes suficientes para o Oscar para serem lançados lá no final do ano, dezembro geralmente, o que provoca a chegada deles aqui entre janeiro e março. Mas determinado, acompanhei todos os indicados e comento agora os vencedores da 84ª cerimônia dos Prêmios da Academia.
Não tem nem o quê se discutir. Num filme onde não se há falas, o som é essencia e a trilha conta boa parte da história, além de criar o clima certo, e isso a obra francesa faz com grande competência.
Se não fosse esse, ganharia... - Se não houvesse O Artista, o vencedor poderia ser A Invenção de Hugo Cabret, que também faz um sábio uso da trilha incidental para ambientar o longa da maneira perfeita.
O filme de Scorcese é impecável tecnicamente, como veremos ao longo dos prêmios, e o Som é de uma qualidade assustadora. Vale a pena conferir numa sala de cinema digital.
Se não fosse esse, ganharia... - Possivelmente, Drive, que utiliza também sabiamente do som e causa impacto nos momentos certos.
Se não fosse esse, ganharia... - Fico entre o rico e sonhador figurino de A Invenção de Hugo Cabret e o requintado e renascentista figurino de Anônimo, mas como a Academia já premiou demais filmes da Renascença, iria de Hugo.
Se não fosse esse, ganharia... - Provavelmente, O Artista. Trabalhar com tons de cinza e conseguir passar nuances de sombra e luz na medida certa para gerar o clima certo é dificílimo e o filme faz isso muito bem.
Se não fosse esse, ganharia... - Cavalo de Guerra. Spielberg é outro mestre quando se trata de qualidade sonora, e seu filme épico de guerra consegue fazer o simples trote dos cavalos impactante.
Se não fosse esse, ganharia... - Sou testemunha, mas acredito que venceria Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, outro filme que usou inteligentemente os efeitos especiais para contar a história e com uma qualidade de prender o fôlego.
Realmente acho injusto, não pelo filme nem nada, mas o própria longa tem canções melhores que a indicada Man or Muppet e a canção de Carlinhos para Rio era melhor, mas a academia gosta de um Jazz... E não, não acho que foi patriotismo, preconceito, nada do que os fervorosos fãs dizem, acho que foi simplesmente mal-gosto, e se lembrarmos dos vencedores dos últimos anos, veremos que essa é uma das categorias que eles mais erram.
Se não fosse esse, ganharia... - Claro, o único concorrente, Real In Rio, a excelente canção de Carlinhos Brown e Sergio Mendez, mas muito tropical para os gringos. Também gosto da canção de Madonna para o filme W.E. que venceu o Globo de Ouro.
Uma zebra! Ninguém esperava esse, mas achei merecido. De fato, o suspense teria tudo para ser monótono e cansativo, mas a edição dá o ritmo certo e cria a sensação ideal para ficarmos presos nas duas horas e meia de filme. Fincher sabe que sua equipe é ótima nisso, vide A Rede Social e benjamin Button.
Se não fosse esse, ganharia... - Provavelmente, Hugo Cabret, que também consegue usar da edição para dar o ritmo certo ao longa.
Esse era quase que inevitável, apesar de ter outro forte, que comento logo abaixo. Mas a caracterização de Meryl Streep como a conhecida MArgareth Thatcher era absurda, era assustadora e incrivelmente humana e real.
Se não fosse esse, ganharia... - Albert Nobbs, sem dúvida. A caracterização de Glenn Close como um homem é outro trabalho assustador. Um bom ano para os maquiadores.
O filme foi lançado no finalzinho do ano lá e conquistou o público com a já manjada história de superação de um time ruim, mas aqui acompanhado de perto e com uma qualidade que não o faz piegas, o faz intenso e lindo.
Se não fosse esse, ganharia... - Pina, o excelente acompanhamento de Win Winders em três espetáculos dos grupos de balé de Pina Bausch. Excelente produção, chega em breve no país.
Se não fosse esse, ganharia... - Olha, fico em dúvida entre a recriação Hollywoodiana dos anos 20 de O Artista ou a recriação Parisiense de Meia Noite em Paris. Os dois mereceriam.
Mais que merecido. A obra conseguiu filtrar toda a humanidade e os conflitos do drama e transpôr com diálogos fantásticos para a tela. O filme é todo baseado nos diálogos e eles são inteligentes, atuais e diretos.
Se não fosse esse, ganharia... - Talvez O Homem que Mudou o Jogo, que também soube transpôr com eficiência o livro e os diálogos ficaram muito bem costurados.
Ainda bem que não ganhou o Artista. Amo o filme, mas a idéia de Woody Allen é bem mais original e de uma inteligência cômica e costura ótimas. O filme tinha tudo para ficar confuso, mas não fica graças a riqueza dos diálogos de Allen e sua inteligência literária.
Se não fosse esse, ganharia... - Voto em A Separação, outro que é inusitado ao pegar um fato simples e fazer reviravoltas e tirar pêlo de ovo com diálogos ótimos.
A ótima animação do diretor de Piratas do Caribe com a caracterização de Johnny Depp como o camaleão com crise de identidade e um roteiro mais que criativo fizeram de Rango a animação mais premiada do ano, e com méritos. Já está em DVD no Brasil!
Se não fosse esse, ganharia... - O queridinho do público, o divertidíssimo O Gato de Botas, que sai do Shrek e ganha forças para ser um desenho separado com estilo e graça.
Só poderia ser. O longa Iraniano tem levado todos os prêmios e com todo o direito. A trama é inteligente, simples e eficaz, os atores competentes e o filme tem um ritmo e direção competentes. Uma boa forma de vermos como se faz um filme não estrangeiro, mas mundial.
Se não fosse esse, ganharia... - Tinha de ser ele, mas se não existisse o filme, o outro seria In Darkness, excelente visão do Holocausto com um roteiro muito bem desenvolvido e excelentes atuações.
Era dela e ninguém tirava. A excelente Octavia é a alma e a graça de Histórias Cruzadas. Sustenta sua personagem com um talento e uma força que transcende a tela e nos emociona sem esforço algum. Aliás, o filme tem um grupo de atrizes incríveis!
Se não fosse ela, ganharia... - Janet McTeer, por seu papel intenso, difícil e bem executado em Albert Nobbs, segurar a tela com Gleen não é tarefa para qualquer uma e ela faz isso com muita força e talento.
Outro troféu merecido. O senhor Plummer venceu praticamente todos os prêmios com seu personagem intenso e cheio de características que poderiam se tornar clichês e piegas em Toda Forma de Amor - ele é gay, tem câncer terminal e namora um garoto. Mas ele faz co0m uma maestria, uma seriedade e uma leveza impecáveis.
Se não fosse ele, ganharia... - Keneth Branagh pela personificação incrível de Sir Laurence Olivier no longa Sete Dias Com Marilyn. Não só uma homenagem ao grande ator britânico, Branagh faz de uma maneira muito limpa e competente sua versão do astro.
Ela já está cansada de ganhar, acha que outras devem ter sua chance, mas Meryl, então pára de ser tão absurdamente boa! Ela personificou uma figura política controversa e muito conhecida com um dom e uma inteligência que vemos poucas vezes na história do cinema. Desde os trejeitos, voz, tiques, maneiras de parar, pausas, tudo é absurdamente crível e coordenado como uma maestra. Uma aula de interpretação.
Se não fosse ela, ganharia - A outra ótima Viola Davis e seu trabalho mais que lindo em Histórias Cruzadas. Vale a pena ver esse filme e se deliciar com essa talentosíssima atriz que nos comove e emociona sem esforço, mas com muita força e verdade.
Ele é o carisma e a simpatia em pessoa. O francês segurou as pontas sem abrir a boca durante as mais de 2 horas de O Artista e podemos dizer que boa parte do filme ser tão cativante e prender a nossa atenção é graças à ele. E dança, e sorri, e chora, e pira, faz tudo isso com sincronia e uma verdade no olhar que nos comove.
Se não fosse ele, ganharia... - Amo o Gary Oldman e ele está ótimo em O Espião Que Sabia Demais, mas Clooney arrebenta em Os Descendentes. Seu papel de viúvo perde todos os trejeitos de Clooney que se limpou de manias interpretativas e compra o drama da personagem, embarca na história e nos comove. Simples e eficaz.
Se não fosse ele, ganharia... - Martin Scorcese e seu trabalho de mestre grandioso em Hugo Cabret. Scorcese maestre cada elelmento do filme com inteligência e talento de quem sabe o que faz.
Se não fosse ele, ganharia... - Fico entre a qualidade de Hugo Cabret e a qualidade cênica de Histórias Cruzadas.
Ufa, acabei! E que venha 2013!!
Aaaah - Dia 05 estarei no Canal RIT Notícias no programa Análise Direta falando de cinema brasileiro! Leia Mais…
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de A DAMA DE FERRO
Nota: 8,0. Leia Mais…
domingo, 12 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES
sábado, 11 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de O ARTISTA
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de HISTÓRIAS CRUZADAS
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de OS DESCENDENTES
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
CRÍTICA - A Separação, Meia-Noite em Paris e A Árvore da Vida - OSCAR 2012
terça-feira, 17 de maio de 2011
A arte de... Se inspirar na Moda do Cinema
Filmes e suas personagens podem se tornar ícones por vários motivos. Sejam frases de efeito que retumbam dentro de nós, como Scarlett O'Hara dizendo que "Nunca Mais Passará Fome" ou DiCaprio gritando ser "O Rei do Mundo"... mas isso dá um outro especial; sejam por cenas belamente montadas os cenografadas, como a dança de Memórias de Uma Gueixa ou a banheira sensual de Beleza Americana ou mesmo pelo figurino que marca época, situa uma geração e pode, mesmo depois de anos, ser sinal de bom gosto e inspiração para releituras. Separamos então alguns filmes que destacam-se não somente pela história, mas pelo visual que ainda hoje é ícone em sua forma.
Audrey Hepburn não só transformou a joalheria Tiffanys numa referência mundial como foi ao ápice com seu pretinho básico nessa abertura do belo filme inspirado no livro de Truman Capote. O filme conta a história de Holly Golightly (Audrey Hepburn), uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica. Não somente seu vestido preto, Audrey dá um show de vestidos e conjuntos que sobrevivem ao tempo.
A moda italiana encontra um filme que marcou o cinema Da Bella Italia dos anos 60 e que vem sendo rebuscada ainda hoje. No filme, os dois lados da moda, um mostrado pelo ícone Marcello Mastroianni e seus ternos de cortes baixos, tecidos leves, o preto e o branco classissíssimos e as gravatas finas com óculos escuros. E com Anouk Aimee fazendo uma rica entediada, modelos de vestidos que dão de 10 em muitas obras da alta costura. O filme é sobre um jornalista que escreve fofocas para os tablóides sensacionalistas. Ele anseia ser um escritor sério mas, como tantos, nunca consegue escrever qualquer coisa mais profunda além do que ele normalmente escreve para viver. Em uma boate Marcello conhece uma herdeira rica, Maddalena (Anouk Aimée), que sofre por sentir um enorme tédio pois tudo a chateia, e ela constantemente está à procura de excitações novas. Juntos pegam uma prostituta e passam a noite fazendo um menage à trois no quarto da meretriz. Quando Marcello volta para casa encontra sua costumeira amante, Emma (Yvonne Furneaux), que tinha tomado uma overdose de pílulas para dormir. Marcello se apressa em levá-la até o hospital onde ele fica seguro que Emma se recuperará, apesar dela estar ainda muito deprimida. Marcello então corre para cobrir no aeroporto a vinda de Sylvia Rank (Anita Ekberg), uma nova atriz de Hollywood. Logo Marcello fica mais íntimo de Sylvia e é tudo que ele deseja, pois está totalmente fascinado pela beleza dela. Com os principais pontos turísticos da Itália e a moda que nos arrepia.
Entender o que levou um ícone da moda como Coco Chanel a buscar sua inspiração seria uma tarefa difícil, mas o longa de 2009 com a ótima Audrey Tatou consegue recriar o clima e as obras de Chanel belamente, além de segurar sua história de maneira interessante. Quando criança Gabrielle (Audrey Tautou) é deixada, junto com a irmã Adrienne (Marie Gillain), em um orfanato. Ao crescer ela divide seu tempo como cantora de cabaré e costureira, fazendo bainha nos fundos da alfaiataria de uma pequena cidade. Até que ela recebe o apoio de Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que passa a ser seu protetor. Recusando-se a ser a esposa de alguém, até mesmo de seu amado Arthur Capel (Alessandro Nivola), ela revoluciona a moda ao passar a se vestir costumeiramente com as roupas de homem, abolindo os espartilhos e adereços exagerados típicos da época. Ótima oportunidade de copiar os famosos casaquinhos e calças da estilista.
O filme de 2004 é uma homenagem aos filmes dos anos 60 e sua moda, música e costumes. No ritmo colorido e divertido da década, Renée Zellweger e Ewan McGregor dão um show de figurinos da época, muito tweed, muitas combinações, muito tom sobre tom e jaquetas lindas nesse nostálgico romance que enfoca a onda feminista da época. Barbara Novak (Renée Zellweger) é uma escritora feminista que, em plenos anos 60, escreve um best-seller chamado "Abaixo o Amor", no qual aconselha mulheres desiludidas com a vida amorosa a manterem apenas relacionamentos casuais, focando mais a conquista do sucesso profissional e sua própria independência. O tremendo sucesso do livro faz com que Catcher Block (Ewan MacGregor), um repórter mulherengo e sedutor, decida se envolver com Barbara apenas para preparar um artigo e mostrar ao mundo que ela nada mais é do que uma fraude.
Martin Scorcese sabe fazer um filme grandioso. E um filme de época merece um figurino a sua altura, ainda mais quando entre suas personagens estão um dos maiores milionários da história dos Estados Unidos, o excêntrico Howard Hughes e seus affairs como Katharine Hepburn e Ava Gardner. O filme capricha nos visuais, com vestidos suntuosos, passando pela fase "machinho" de Hepburn e suas jaquetas e calças balonet e DiCaprio vai do clássico ao casual chique com calça cáqui e blazer de tweed e o inspirados visual da aviação dos anos 50. No filme, Howard Hughes (Leonardo DiCaprio) ficou milionário já aos 18 anos, devido à herança que seu pai, um inventor texano, deixou para ele. Pouco depois ele se mudou para Los Angeles, onde passou a investir na indústria do cinema. Hughes ajudou a carreira de vários astros, como Jean Harlow (Gwen Stefani), e ainda trabalhou em filmes de grande sucesso, como "Hell's Angels", que dirigiu.
O jazz e os anos 30 em sua melhor fase cinematográfica neste musical de tirar o fôlego. Paetês, vestidos curtos, ternos italianos da melhor estirpe e chapéus, boinas, sapatos, penas e encharpes para encher os olhos completam a sua fonte de inspiração nessa clássica época da moda mundial. No filme, Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones) é uma famosa dançarina que é também a principal atração da boate onde trabalha. Após matar seu marido, Velma entra em uma seleta lista de assassinas de Chicago, a qual é controlada por Billy Flynn (Richard Gere), um advogado que busca sempre se aproveitar ao máximo da situação. Ao contrário do se esperava, o assassinato faz com que a fama de Velma cresça ainda mais, tornando-a uma verdadeira celebridade do showbizz. Enquanto isso a aspirante a cantora Roxie Hart (Renée Zellweger) sonha com um mundo de glamour e fama, até que mata seu namorado após uma briga. Billy fica sabendo do crime e decide adiar ao máximo o julgamento de Velma, de forma a poder explorar os dois assassinatos ao máximo nos jornais. Assim como ocorreu com Velma, Roxie também se torna uma estrela por causa de seu crime cometido, iniciando uma disputa entre as duas pelo posto de maior celebridade do meio artístico.
Um visual no mínimo exclusivo marcou o final dos anos 90 e criou muitos adeptos. O preto encontrou o preto por cima do preto, o couro voltou e sobretudos viraram febre, sempre com um óculos escuros de design moderno para fechar. Gótico, modernoso e cibernético, Matrix conseguiu criar uma marca com seu figurino, e o melhor, facilmente encontrado nas lojas. Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.
É muito comum, quando um filme chama demais a atenção pelos efeitos especiais ou pela história complexa, que poucos espectadores se atenham a detlahes menos chamativos como o figurino. Mas Christopher Nolan acerta a mão em vários quesitos nessa super produção incluindo na vestimenta de suas personagens. Vestidos envelope, casacos femininos modernos, camisas com golas penduradas, ternos de corte longo, coletes masculinos lindos, sapatos italianos de primeira linha e longos sem ombro de manga são alguns exemplos do vasto campo explorado neste mundo dos sonhos. Na trama, Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.
Quando um filme é dirigido por um dos estilistas mais abusados e ao mesmo tempo elegantes da atualidade como Tom Ford e em uma década caprichada na moda como a passagem dos anos 60 e 70, era de se esperar que as roupas se destacassem. Seja pelos óculos Ray Ban, pelas gravatas fininhas, pelo uso do preto com o branco em vestidos de gola rente e o vermelho cá e lá, o filme tem belos exemplos de uma moda que merece voltar. Na trama, George (Colin Firth) é um professor de inglês, que repentinamente perde seu companheiro de 16 anos. Sentindo-se perdido e sem conseguir levar adiante sua vida, ele resolve se matar. Para tanto passa a planejar cada passo do suicídio, mas neste processo alguns pequenos momentos lhe mostram que a vida ainda pode valer a pena.
Vale assistir os filmes acima não só pelo visual, mas pelo fato de que assisti a todos e os recomendo. Grandes filmes, grandes figurinos, grandes artistas.
Post dedicado a minha querida Chris Benassi e seu blog de moda e comportamento http://ehtrendy.blogspot.com/ Leia Mais…
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Especial - Estréias de 2011 - Abril e Maio
Sem saber o que fazer nos próximos finais de semana? Tem uma folguinha e quer pegar um filminho, mas não sabe qual? O blog separa aqui as principais estréias do cinema de 15 de Abril até o final de Maio, pra você já favoritar e guardar a listinha. E tem pra todos os gostos. Bora?
Wes Craven está de volta! Tá, tudo bem que o diretor de clássicos do terror adolescente como Freddy Krueger e o próprio Pânico nunca sair detrás das câmeras, sendo o último trabalho ainda lançamento nas locadoras (A Sétima Alma). Mas o fato é que depois da série Pânico nenhum filme do diretor conseguiu mesclar o terror com a comédia de um jeito que ele faz todo especial. Então que tal voltar com o trio de protagonistas e mais um grupo de promessas hollywoodyanas juvens e com boas gargantas para segurar os gritos e diálogos que de tão ruins são ótimos? Na trama, dez anos se passaram e Sidney é agora uma reconhecida autora de livros de auto-ajuda. Na última viagem de divulgação de seu livro, Sidney volta a Woodsboro. Lá ela retoma contato com o xerife Dewey e Gale, agora casados. O problema é que a volta da moça traz novamente Ghostface. Sim, clichê. Sim, mais do mesmo, mas sim, pode ser muito divertido.
Michael Bay (Transformers, Pearl Harbor) produz esse filme que foi para as mãos do competente diretor de suspenses e filmes de ação inteligentes D.J. Caruso (dirigiu os ótimos Paranóia e Controle Absoluto) e é baseado em best-seller. O que podemos esperar? Direção frenética e ótimos efeitos nessa história sobre 9 jovens alienígenas, que se parecem muito com humanos, saem de seu planeta-natal ameaçado, para se esconder na Terra. Os Mogadorians são a espécie invasora responsável pela destruição de Lorien e decidem perseguir os sobreviventes até o planeta Terra.
Cada um dos nove alienígenas tem um número e só podem ser mortos na sequência certa. Até agora, Um, Dois e Três já foram mortos. Tá ficando interessante né? O filme teve ótima receptividade no mercado internacional.
Não, não tem nada a ver com a série da Warner. Este filme, vale lembrar, é produzido pelos mesmos de Atividade Paranormal e do mesmo criador e diretor de Jogos Mortais. O elenco é encabeçado pelo bom Patrick Wilson (O Fantasma da Ópera, Watchmen) e Barbara Hershey (Amigas para Sempre) Na trama, que mistura o psicológico com o para-psicológico e o mundo dos sonhos, uma família fará de tudo para impedir que espíritos dominem a mente aberta de seu filho, em coma. Pelas cenas e trailers, parece um filme feito com cuidado para agradar os fãs do gênero.
Em plena época de Páscoa, nada mais propício que um filme sobre um coelinho. Claro que o leitor pode pensar (filme feito só pra isso, deve ser piegas e bobo), mas chama a atenção ser dos mesmos criadores do excelente Meu Malvado Favorito e ser uma mescla de animação 3D com filme (estilo o bem-sucedido Alvin e os Esquilos) e o filme está indo bem lá fora. Na trama, o coelhinho da Páscoa (voz de Russell Brand) é vítima de um atropelamento. Sem ter com quem contar para a entrega dos ovos de chocolate, a criaturinha pede ao motorista que o atropelou, Fred (James Mardsen) para que salve a Páscoa.
Hollywood está curtindo a idéia de readaptar clássicos. Alice no País das Maravilhas sofreu umas mudanças bem significantes no longa de Tim Burton, A Branca de Neve terá 2 versões adultas e agora Chapéuzinho Vermelho ganha sua versão dark e cheia de suspense num clima medieval. No filme,
Valerie (Amanda Seyfried) está envolvida com dois homens: seu amor Peter, e seu prometido, Henry. Valerie planeja fugir com Peter, mas percebem que a irmã mais velha morreu por conta do ataque de um lobisomem que ronda pelo vilarejo. Quando recorrem a um caçador de lobisomens (Gary Oldman), descobrem que qualquer um deles podem ser lobisomens nas noites de lua cheia e seres humanos durante o dia.As cenas do trailer são bem atraentes, visual interessante a Amanda Seyfried cavando sua estrelinha no mundo.
Qualquer oportunidade de ver Robbert Pattinson não-refletido no sol e com a pele mais corada me anima. Juntamos a ótima Reese Witherspoon, o divertidíssimo Christopher Waltz (pra quem não sabe, o vilão de Bastardos Inglórios) e a boa mão do diretor de Eu Sou A Lenda num romance cheio de beleza e requinte. Os trailers são lindos e enchem os olhos. Jacob é órfão e vive na era da Grande Depressão. Sozinho, ele decide entrar num trem de passagem e acaba em um mundo maluco de circo e fica responsável por cuidar do zoológico, por sua experiência como estudante de veterinária. Lá ele conhece a domadora de cavalos Marlena, casada com August, treinador dos animais circenses. Surge um triângulo amoroso entre Jacob, Marlena e August.
Tá enrolando, já entrou e saiu no mercado internacional sem grandes bilheterias, mas o quarteto do filme (Reese Witherpoon, Jack Nicholson, Paul Rudd e Owen Wilson), com o diretor de Melhor é Impossível pode ser melhor do que a platéia achava ser. Na trama, Lisa é uma mulher dedicada ao esporte, desde sua infância. Quando é cortada da equipe de softball, Lisa perde o rumo e precisa reconstruir sua vida. Então, acaba se envolvendo com Matty, um jogador de beisebol mulherengo e narcisista. Paralelamente a esse novo romance, Lisa conhece George, um homem de negócios que está sendo acusado de um crime financeiro. Num primeiro encontro entre Lisa e George em que cada um conta os piores dias de suas vidas, eles encontram muita coisa em comum e um futuro que pode não ser tão pessimista quanto eles imaginam.
Bom, eu adoro Paul Giamatti, acho ele cuidadoso e carinhoso com seus personagens, e este longa, outro que está enrolando, e foi muito bem recebido pela crítica, Giamatti ganhou o Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar, parece finalmente encontrar seu espaço por aqui em abril. No filme, Barney, um homem de 65 anos, reconta sua trajetória de vida: alcóolatra, fumante, impulsivo. O politicamente incorreto repassa por todas os sucessos e, principalmente as gafes - que são muitas. Cenas hilárias, lindas, uma maquiagem incrível dosam a qualidade dessa dramédia sobre uma vida que podia ser a nossa.
A adaptação dos quadrinhos já está dando o que falar desde o ano passado. Cheio de efeitos gigantescos, uma ultra-marombação do ator principal e claro, Nathalie Portman chamam o público para as filas. Na trama o arrogante Thor é expulso de seu lar e enviado à Terra por ter reiniciado uma antiga guerra. Obrigado a conviver com mortais, ele deverá aprender a ser um verdadeiro herói para combater as forças do mal que ameaçam a Terra. E dai tem muito mais coisa que vai acontecer. Esperem uma super-produção.
Bom, eu detesto a série, acho previsível, roteiro ridículo e uma desculpa para gostosas e carros tunados. Mas, pros fãs, os protagonistas estão de volta, dessa vez no Rio de Janeiro (medo) e o vilão é o The Rock (medo2). Dom e Brian firmaram uma parceria que os obrigou a fugir da polícia constantemente. Escondidos no Rio de Janeiro, eles têm mais uma missão a ser cumprida e, então, ganhar a desejada liberdade. No entando, nada disso segura a sede de sangue de um empresário corrupto, que deseja vê-los mortos. Nessa luta contra o empresário e em busca de suas liberdades, a dupla enfrenta o competente agente federal Lucas Hobbs (Dwayne Johnson), que está à caça de Dom e Brian com uma única arma: seu instinto, já que está cada vez mais difícil distinguir mocinhos e vilões.
Este eu assisti e indico. O indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro nos prêmios de melhor atriz (Nicole Kidman, intensa e fantástica) demora mas chegas em terras tupiniquins, num drama que pode acontecer com qualquer casal e pode destruir suas vidas. Becca e Howie (Aaron Eckhart) formam um casal com uma vida quase perfeita. Com bons empregos e uma casa espaçosa tudo parecida ir muito bem até que uma tragédia abala a estrutura do relacionamento: a morte do filho recém nascido do casal. O que fazer e como continuar vivendo depois disso é a força-motriz desse sincero e forte roteiro.
Outra adaptação dos quadrinhos que vem chamando a atenção pelo visual de encher os olhos e uma trama mais complexa e cheia de simbolismos. No filme, o mundo foi devastado por uma guerra entre humanos e vampiros que durou séculos. Com o final do combate, um Padre Guerreiro foi forçado a viver escondido entre os cidadãos comuns em uma cidade completamente controlada pela Igreja. Mas tudo muda quando sua sobrinha é sequestrada por um grupo de sanguinários vampiros, que estão voltando a atacar após o breve período de paz. Contrariando as ordens da Igreja, o Padre parte em busca de sua familiar, contando com a ajuda do namorado da garota e de uma poderosa Padre Guerreira, especialista em combate.
Guillelmo Del Toro está de volta YUPPI!!!! O ótimo diretor de O Labirinto do Fauno e O Orfanato se une a protagonista do segundo suspense e produz essa trama sobre Julia, que não consegue entender a morte repentina de sua irmã, Sara. De acordo com as evidências, a morte de Sara foi suicídio, mas Julia se recusa a aceitar e começa sua própria investigação, refazendo os últimos passos da irmã. Quanto mais vai atrás, mais aspectos negativos ela descobre, e sua irmã pode não ser aquilo que ela esperava. Com o passar do tempo, todas as pessoas próximas de Julia começam a se afastar. Ela terá que percorrer esse caminho desconhecido e perigoso sozinha e com um agravante: uma doença genética faz com que, progressivamente, Julia perca a visão. Os suspenses espanhóis são sempre intensos e complexos nas tramas psicológicas. Eu não perco.
Baseado num livro que conta uma história real, o filme tem um roteiro bem amarrado e ótimos atores, como Ed Harris, a ótima Saoirse Ronan e Colin Farrell. No filme, em 1940, pegos pelo regime stalinista, sete prisioneiros aproveitam-se da nevasca para fugir de Gulag Soviético. A liberdade desses homens tem um preço: eles têm poucas chances de chegarem a um lugar seguro sem serem pegos novamente e correm risco de morte. Me lembra um pouco o ótimo Um Ato de Liberdade, sobre a fuga dos judeus, protagonizado por Daniel Craig. Então, promete.
Eita 13 de maio atribulado esse! E agora juntamos os competentes Matt Damon e Emily Blunt num gênero que tem funcionado el Hollywood, a trama de espionagem com romance, gênero aliás que Damon tem boa experiência. No filme o político David Norris, perto de se eleger senador nos Estados Unidos, se apaixona pela dançarina Elise Sellas (Emily Bunt). Quando descobre esse amor e decide vivê-lo, David começa a enfrentar homens misteriosos que querem mantê-los afastados: são os Agentes do Destino. Vale lembrar que é do mesmo criador de Minority Report e Blade Runner.
Jack Sparrow está de volta, e agora ponha de lado Elisabeth e William e agregue Penelope Cruz e um filme que se sustentará só em Jack. Eu tenho medo de prolongar trilogias, mas a boa mão do diretor Rob Marshall (especialista em musicais) pode ser uma surpresa. Dessa vez Jack cruza com uma mulher do seu passado, mas fica confuso se a relação deles é de amor ou se ela está apenas interessada em saber como chegar até a Fonte da Juventude. A bordo do navio de Barba Negra (Ian McShane), o Capitão Sparrow não sabe a quem deve temer mais: seu antigo amor ou seu rival declarado. Que a comédia e os bons efeitos estão garantidos, pode apostar. Agora é torcer por um roteiro que faça jus a ótima criação de Depp.
Um trio competente de atores (Ryan Gosling, Kirsten Dunst e Frank Langella). Uma história real que chocou Nova Iorque. Basta isso pra atrair nossos olhares a esse thriller onde marido fiel e dedicado se vê acusado de assassinar sua esposa. A luta pela sua inocência desencadeia coisas muito mais complexas e perigosas.
Eu amei o primeiro, uma das minhas comédias favoritas dos últimos 2 anos. Mas tenho medo de continuações, espero que eles acertem na mão e mantenham a descontração e o ritmo frenético do primeiro longa. Dessa vez Phil os rapazes viajam à exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após uma inesquecível despedida de solteiro em Las Vegas, Stu não quer correr riscos e escolhe um seguro e tranquilo brunch de pré-casamento. No entanto, as coisas nem sempre saem como planejadas. O que acontece em Las Vegas fica em Vegas, mas o que acontece em Bangcoc não pode nem ser imaginado.
Ok, não sou muito fã de Matthew MacConaughey, por culpa dele que por anos insiste na visão de bon-vivant musculoso com sotaque que me irrita em filmes que interpreta ele mesmo. Mas quando ele entra em tramas sérias, especialmente de tribunal, ele me agrada. Essa adaptação conta com um elenco muito bom e promete ser mais do que podemos esperar do eterno surfista. Mickey Halleré um advogado criminal que usa o banco de trás de seu carro como escritório. A rotina de trabalho deste homem é atender a clientes e causas pequenas, sem importância. No entanto, sua carreira promete mudar quando é chamado para defender um caso de tentativa de estupro e assassinato em Beverly Hills.
Um suspense ao estilo de O Inimigo Dorme ao Lado. Junte um elenco de peso com a ótima Hillary Swank, Jeffrey Dean Morgan e Christopher Lee e temos um thriller no estilo que eu gosto. No filme, médica se muda para condomínio e começa a suspeitar que o proprietário deste a aceitou como inquilina por nutrir uma obsessão sobre ela. Não falarei mais pra não estragar as surpresas que podem surgir ao longo da trama.
Saoirse Ronan está trabalhando viu? E nessa trama ela se une Cate Blanchett e Eric Bana e o diretor de O Solista para contar a história de Hanna. Criada por seu pai, um ex-agente da CIA no ponto mais remoto da Finlândia, ela tem a força, a resistência e o instinto aguçado de um soldado. Sua educação e treinamento tem o mesmo objetivo: tudo funciona para fazer dela a assassina perfeita. O momento decisivo da sua adolescência é muito intenso: enviada por seu pai para cumprir uma missão, Hanna viaja escondida pelo norte da África e pela Europa iludindo agentes secretos e assassinos clandestinos que se reportam a uma espiã implacável que esconde segredos sobre ela mesma. Quanto mais próxima de seu objetivo final, Hanna tem que lidar não só com inimigos poderosos, mas também precisa enfrentar revelações alarmantes sobre sua própria existência. Eu gostei do roteiro, e vocês?
Caramba, quanta coisa boa em 2 meses né? É bom controlar o salário, garantir sua carteirinha de estudante e bom divertimento!!!! Leia Mais…





















































