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domingo, 11 de março de 2012
Crítica Teatral - São Paulo Surrealista
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segunda-feira, 5 de março de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de A DAMA DE FERRO
Nota: 8,0. Leia Mais…
domingo, 12 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES
sábado, 11 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de O ARTISTA
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
OSCAR 2012 - Crítica de HISTÓRIAS CRUZADAS
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Crítica - CAPITÃO AMÉRICA
Eu gosto muito de ir ao cinema sem expectativas. Acontece que quando estamos contando com a estréia de um filme, começamos quase que por osmose a acompanhar tudo o qualquer notícia/ trailer/ spoiler sobre o longa e todo esse conglomerado de informações vai nos fazendo criar uma sombra maior que a projetada, então quando assistimos de fato a obra ficamos á mercê de presenciar algo menor do que esperávamos pois tivemos tempo e material suficientes para filmarmos nossa própria versão.
Confesso ao leitor não ser fã de quadrinhos, devo ter lido umas 4 revistas da Marvel minha vida toda e não tenho frisson pelo cinema heróico, nem sou fã de ação. Assisti sim, todos os filmes de super-heróis por ser, sobretudo, fã de cinema e as indústrias vem, nos últimos 12 anos, investido bonito na área. Mas ainda assim, sempre assisto a um filme do gênero com toda a ignorância da qual me orgulho.
Vamos começar falando de Cris Evans. O ator é, ao que me lembre, a pessoa que mais interpretou heróis no cinema. Agora loiro e no começo do longa magérrimo (efeitos incríveis, ao estilo Benjamin Button), Evans cria um herói simples, sem seus usuais maniqueísmos e gags que marcavam seus trabalhos até então. Evans está limpo, discreto, humilde e é isso que cria a empatia com a personagem. Outro destaque do longa vai para o sempre competente Hugo Weaving (o Agente Smith de Matrix, o V de V de Vingança) que sustenta um nazista que carrega dentro de si um alter-ego que faria Hitler se sentir humilde, e o faz com uma leveza e uma fidelidade ao papel que transforma sua insanidade em algo plausível. Protagonista e Antagonista do longa, ambos atores conseguem manter o ritmo e a qualidade até o final.
O roteiro é simples, facilmente compreendido e talvez aí esteja a falha do longa, o filme se torna previsível e não se aprofunda tanto em questões que permitem ir mais longe, como o fato de se passar durante a 2ª Guerra Mundial, e cria-se dentro disso uma divisão chamada Hydra que sustenta-se como única inimiga forte do momento, temos uma transição rápida de "garoto-propaganda" para "capitão" América de um jeito que parece ser simples pegar um vilão tão forte. E essa força do antagonista é perdida, temos em nossa frente uma grande personagem que não é tão bem explorado como o Coringa de Batman, por exemplo, sendo facilmente solucionado e nos dando aquela sensação "podia ser melhor, podia ser bem maior".
Um dos itens que mais se destacam no longa é o visual. Dos cenários à fotografia, a ambientação de época, a luz, nada disso se perdeu com o 3D e souberam como intensificá-lo. As cores da bandeira são usadas estrategicamente e a movimentação das câmeras é precisa, firme e segue o ritmo do longa.
Mas ainda assim, o filme é ação contínua, muito bem feito, o 3D funciona, o ritmo contagia e passa num piscar de olhos. A ambientação, figurinos estão muito bons e os efeitos sonoros incríveis. O filme faz uma boa ligação com o futuro The Avengers e apesar do patriotismo, perde menos tempo com lições de moral (oi Homem-Aranha) e mais com soluções eficazes, o que não desagradará o público.
Ah sim, o final não é bem final, mas que o leitor fique ciente que é para dar a agulhada nessa sequência que unirá vários dos heróis e quem tiver paciência de esperar depois do letreiro, verá o porque.
Enfim, Capitão América não é o melhor filme de herói dos últimos anos, mas é um dos mais bem filmados, fotografia, efeitos, sons, todos esses elementos em perfeita harmonia para agradar, especialmente na tela grande.
Nota: 7,5 Leia Mais…
quinta-feira, 14 de julho de 2011
CRÍTICA - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Caro leitor, reconheço que talvez não seja a pessoa mais recomendada para lhe falar sobre este filme, com estréia nacional nesta sexta-feira, 15 de julho. Mas também uso de minha sinceridade para dizer que, apesar de muito fã da série de best-sellers de J.K. Rowling, eu sempre separei sua obra literária das adaptações cinematográficas. Como grande cinéfilo, sei que a linguagem cinematográfica exige cortes e adaptações que levaram alguns fãs a loucura ao longo da saga do bruxo mais famoso do mundo, enquanto eu defendia as películas. E é com esse espírito cinéfilo e apto a receber algo novo e sem ficar querendo comparar página-a-página do livro com o filme que fui nesta quinta-feira à pré-estréia do longa.
A primeira parte da adaptação do último livro já havia recebido um 9 meu. Gostei do ritmo, das atuações, do tempo dado para contar a história, muitas vezes acelerada em outros longas e foi dado aos devidos fatores a devida importância. A qualidade técnica e textual do primeiro me deixou motivado a acreditar que a segunda parte seria tão bom quanto. Mas não foi tão bom quanto, foi um dos melhores filmes de aventura que já vi em toda minha vida.
Sei que pode parecer palavras de fã, mas questiono a sanidade mental de 1 pessoa sequer que vá assistir Relíquias da Morte Parte 2 e não fique boquiaberto com o espetáculo que terá visto. O filme tem início exatamente na cena em que se encerrou seu prólogo, com Voldemort roubando a Varinha das Varinhas. Mas daí por diante, o ritmo "road-trip" e investigativo do primeiro dá espaço a uma das melhores e mais bem feitas batalhas do cinema. Sim, assisti Senhor dos Anéis, Rei Arthur, todos os épicos, e garanto que a batalha em Hogwarts só perde a sanguinolência (e nem tanto) e as armas comuns para varinhas. Mas é num ritmo de esgrima intenso e efeitos especiais que não permitem a perda do visual e do entendimento cênico que a grande batalha se dá. Entremeado a isso, frases impactantes de vários personagens e o respeito a estes que participaram da história de Potter, desde o primeiro ao final da saga. Aliás, este clima de "tudo culminou até aqui" é sustentado magistralmente pelo filme. Detalhes como o mesmo cenário de Câmara Secreta, a união prática dos dois tipos de penseira vistos em Cálice de Fogo e Enigma do Príncipe, comentários que enfatizavam cenas que vimos ao longo destes anos, cada um surge aos poucos e vai costurando uma história que ficou brilhantemente resolvida por um roteiro inteligente e ágil. Kloves teve a seu lado o fator de adaptar todos os longas, o que dá ao roteirista uma lógica de raciocínio ímpar. Todos os detalhes por ele alterados de acordo com o livro, e que levaram alguns fãs à rebeldia se resolvem simples e de maneira eficaz. E ouso dizer que cenas longas e sem tanta emoção no livro final ganharam um tempero especial com alguns "algo a mais" que não ousarei dedurar aqui, mas que valeram a pena. Cada cena inéditá é deliciosa.
Destaco aqui também a atuação segura do trio, Daniel está muito bem e Alan Rickman dá um show com o desfecho magnífico de Severo Snape. Maggie Smith consegue comover em poucas cenas e são em simples trocas de olhares entre os atores que seguramos a respiração e tentamos (eu em vão) conter o choro. Fiennes também conseguiu fragilizar seu Voldemort de maneira inteligente, sem parecer piegas, ao contrário, causou até estranheza de tão crível.
O som e os efeitos estão sublimes, as cenas tem uma fotografia belíssima, sempre um forte da série, o roteiro está bem emendado e muito bem resolvido para o público não-leitor da série entender a trama. E o final não poderia ter ficado mais completo. Durante a projeção, entre aplausos ouvia-se choros, de uma despedida daquele que foi uma marco na literatura infantil e no cinema mundial.
Da cena da invasão ao banco Gringotes, a visita a Hogsmeade, o retorno à Hogwarts e a batalha magnânima travada daí por diante, Relíquias não perde o ritmo nem o peso. É intenso, divertido, forte, empolgante, emocionante.
Enfim, Relíquias da Morte merece ser visto mais de 1 vez, mesmo por você que nunca deu uma chance a série do bruxinho, mas que gosta de um filme magnífico. E como ouvi por várias pessoas na saída do cinema, talvez 1 só frase resuma o que foi acompanhar essa saga: Valeu a pena.
Nota - 10
domingo, 19 de junho de 2011
Especial - Pra alugar ou Zapear...
Apesar da declarada ecleticidade que a maioria de nós tem quando nos pronunciamos ao nosso gosto cinematográfico, o fato é que sempre nos identificamos mais com um gênero ou outro. Fãs de ação nem sempre apreciam os dramas assim como os românticos podem se incomodar com o terror. Visando o gosto de cada um e o fato de que friozinho é bom pra ficar em casa, o blog separou 1 dica de estréia nas locadoras e 1 na TV por assinatura dentro de 3 gêneros: Suspense, Romance e Comédia. Vamos lá?
O suspense Western dos irmãos Cohen finalmente chega as locadoras, outro grande indicado ao Oscar deste ano e com qualidade e entretenimento garantidos. Após a morte do pai, a jovem Mattie Ross (Hailee Steinfeld) contrata, por cem dólares, o xerife "Rooster" Cogburn (Jeff Bridges) para caçar e capturar o assassino. Ela exige fazer parte desta jornada para ter certeza que seu objetivo será alcançado.Fotografia, ambientação e atuações fantásticas.
Suspense de ficção com Jude Law, Forest Withaker e Alice Braga, tem trama bem amarrada e atuações seguras. No filme, Em um futuro próximo a sociedade utiliza com frequência os serviços da empresa The Union, que fornece sofisticados e caros órgãos mecânicos para seres humanos. Caso o comprador não honre a dívida, a empresa envia em seu encalço os coletores, que têm por função recolher o órgão vendido, seja ele qual for. Remy (Jude Law) é um dos melhores coletores na ativa, até sofrer um ataque cardíaco ao realizar um serviço. Ele é submetido a uma cirurgia, onde lhe é transplantado um dos corações fabricados pela The Union. Só que, em consequência do ocorrido, Remy não pode mais continuar exercendo seu trabalho. Sem ter como pagar a dívida, ele se une ao colega Jake (Forest Whitaker) para escapar da perseguição da empresa onde trabalhou.
Passará no TeleCine Pipoca, Dia 23/06 as 22 horas e dia 25 às 13 horas.
A comédia romântica com Josh Duhamel e Katherine Heigl não somente tem cenas divertidíssimas como uma ótima visão de como uma criança pode mudar nossas vidas. Holly Berenson (Katherine Heigl) e Eric Messer (Josh Duhamel) se conhecem, mas o primeiro encontro deles é um verdadeiro desastre. A única coisa que eles têm em comum é a paixão pela afilhada Sophie (Alexis Clagett/Brynn Clagett). Só que um acidente fatal deixou a menina órfã dos pais e a dupla foi designada para cuidar da pequenina. Obrigados a permanecerem juntos para cuidar dela, eles enfrentam as dificuldades típicas de quem passa a ser pai e mãe de uma hora para outra e começam a se entender melhor.
Jennifer Aniston e Aaron Ekhart brilham nesse filme adulto, sinceo e gostoso que nos faz ver como o amor nos reergue perante as dificuldades da vida. Burke Ryan escreveu um livro de autoajuda que faz grande sucesso. Diferente do que escreve, ele ainda não conseguiu aceitar a morte da esposa. Durante uma de suas viagens de divulgação da sua obra, Burke conhece Eloise Chandler, a mulher certa que o ajudará a esquecer as perdas do passado.
Passará no Telecine Premium hoje, 19/06 às 22 horas e dia 07/07 no mesmo horário.
O azarão da última temporada norte-americana surpreendeu pela qualidade e pela comédia, também com o elenco de timing afiado e a ótima direção de Michel Gondry não poderia ser diferente. Britt Reid (Seth Rogen) é o filho do magnata da mídia mais importante e respeitado de Los Angeles, vivendo uma vida perfeitamente feliz e irresponsável de farras. O panorama muda quando seu pai (Tom Wilkinson) morre misteriosamente, deixando seu vasto império para Britt. Estabelecendo uma improvável amizade com um dos funcionários mais dedicados e geniais de seu pai, Kato (Jay Chou), eles veem a chance de fazer algo significativo pela primeira vez em suas vidas: combater o crime. Mas para fazer isso, decidem se tornar foras da lei – eles zelam pela lei infringindo-a, e Britt se transforma no vigilante Besouro Verde, patrulheiro das ruas, ao lado de Kato.
Essa inteligente e ousada sátira sobre a indústria do tabaco se saiu melhor nas bilheterias internacionais do que no Brasil, erroneamente, pois merece nossa atenção, o roteiro é fantástico e Aaron Eckhart está muito bom. A vida do lobista Nick Naylor não poderia ser mais contraditória. Embora saiba dos males que o cigarro traz à saúde, Nick defende fortemente seu consumo e está disposto a fazer o que for para tal efeito. Mas, ao mesmo tempo, tenta ser um modelo para o filho e usa o questionamento como grande aliado.
Passará no MEGAPIX, dia 26/06 às 22 horas e dia 28 às 11:25.
Espero que tenha auxiliado em sua diversão para os próximos dias, com ou sem grana, o importante e ter um bom entretenimento! Leia Mais…
domingo, 13 de março de 2011
Especial - O que assistir até Março acabar?
Tem coisa pior do que pensar em pegar aquele cineminha na folga ou no final de semana e se ver meio sem opção, ou quando chega na frente do cinema ver que tem um monte de filmes, mas você não conhece nenhum? Então separa seu caderninho que vamos visitar as próximas estréias e saber quais combinam com o nosso gosto!
O drama britânico traz três grandes astros jovens do país, Carey Mulligan (do ótimo Educação), Andrew Garfield (de Rede Social e o novo Homem-Aranha) e Keira Knightley (a Elisabeth de Piratas do Caribe), todos muito competentes e intensos em seus papéis. Na história, Ruth (Carey Mullingan), Kathy (Keira Knightley) e Tommy (Andrew Garfield) são amigos desde a infância e cresceram num ambiente que consideravam idílico. Quando entram na idade adulta, têm de lidar com o amor que os envolve, os desafios do futuro e o que há de obscuro em seu passado. O típico filme britânico que as relações humanas são infinitamente maiores que a base do roteiro. Para quem gosta da profundeza humana, o cinema britânico é sempre uma boa opção.
O elenco traz nomes como Aaron Eckhart (O Harvey Dent de Cavaleiro das Trevas) e Michelle Rodriguez, a briguenta Maria Luzia de Lost. A história aparentemente é básica: ataque alienígena em Los Angeles. Claro que ninguém procura um roteiro gigantesco, complexo, quem vai ao cinema ver estes filmes quer efeitos de cair o queixo e ação contínua, e os bons trailers e cartazes indicam que isso tem de sobra. O filme tem ido bem nas bilheterias americanas, o que sugere bom divertimento!
Naomi Watts (O Chamado) e Sean Penn (Milk) juntos. Numa trama dirigida pelo mesmo de Identidade Bourne Doug Liman que envolve espionagem. Tem como não dar certo? Na trama, a identidade secreta da agente da CIA Valerie Plame (Naomi Watts) é revelada por oficiais da Casa Branca após seu marido, Joseph Wilson (Sean Penn), ter escrito no The New York Times, em 2003, sobre a acusação do governo Bush de que o Iraque possuía armas de destruição em massa era uma mera desculpa... O típico thriller onde críticas ao governo americano mesclam-se com personagens fictícios e que tem dado certo, como Zona Verde. O filme foi indicado a Palma de Ouro em Cannes, algo inusitado ao que aparentemente é uma simples trama de espionagem, e parece ter muito mais.
Natalie Portman acaba de embasbacar o mundo com seu Cisne Negro. Ashton Kutcher... não. Os dois se unem nessa comédia romântica do competente Ivan Reitman, diretor especializado em comédias românticas, num roteiro que tem base parecida com O Amor e Outras Drogas. No longa, os amigos de longa data Emma (Natalie Portman) e Adam (Ashton Kutcher) quase estragam a amizade quando transam em um manhã. Para protegerem a relação, eles fazem um pacto para manter seu relacionamento estritamente "sem qualquer compromisso", ou seja, sem ciúmes, esperanças, brigas, flores e apelidos fofinhos. Mas eles se questionam: será possível transar sem que o amor atrapalhe? A amizade deles irá sobreviver? Pra mim, Portman sempre é uma boa opção.
Finalmente nos cinemas, acredito que grande parte da culpa pela premiação de Colin Firth (o filme estava previsto para ir direto as locadoras, não por ser ruim, mas por apostar que o público brasileiro não conheça a obra de Oscar Wilde), o filme com base no clássico da literatura britânica chega nessa nova roupagem, que já assisti, postei crítica aqui e recomendo, uma boa adaptação com boas interpretações e visual belíssimo. No filme, Dorian (Ben Barnes) é um belo jovem privilegiado que deseja que sua imagem em uma pintura envelheça em seu lugar. O que ele considerava uma vantagem, se torna uma maldição, e quanto mais velho e corrupto Dorian fica, o retrato guardado no porão se torna um monstro.
E olha o Brasil caprichando nas traduções todas. O novo filme do inusitado diretor de adaptações Zack Snyder (300, Watchmen) chama a atenção desde seus posteres, trailers cheio de movimento e estilo, a mistura dos clássicos anos 50 com a tecnologia e várias ninfetas para os marmanjos de plantão. No filme Baby Doll (Emily Browning, a Violet de Desventuras em Séries) é internada em uma instituição mental por seu perverso padrasto, e passará por uma lobotomia em cinco dias. Enquanto o dia não chega, a garota cria um mundo alternativo, onde precisa roubar cinco objetos para fugir de um homem que pretende estuprá-la.
Wagner Moura é sempre uma boa pedida. Ator que consegue fazer milagre com seus personagens, nem sempre em filmes tão grande quanto eles. Talvez este seja mais um exemplo, outro baseado em livro com aventuras de um brasileiro (como Bruna Surfistinha), no caso, o trambiqueiro que se passou por vários magnatas, incluindo um diretor da companhia aerea Gol. Sim, eu também me lembro de Prenda-me se for Capaz, e o trailer faz a ligação com este filme, mesclado com a malandragem do brasileiro. No longa
Marcelo (Wagner Moura) não consegue conviver com sua própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros. Isto faz com que passe a ter diversos nomes, nos mais variados meios, onde aplica seguidos golpes. Um dos mais conhecidos é quando finge ser Henrique Constantino, filho do dono de uma empresa de aviação, durante um Carnaval em Recife.
O astro em ascenção Bradley Cooper (Se Beber, Não Case) e o veterano Robert DeNiro estrelam essa aventura baseada em bestseller. Na trama, Carl Van Loon (Bradley Cooper) é um jovem escritor em início de carreira entra em contato com nova droga que aumenta sua capacidade cerebral de forma exponencial. Conhecida como NZT, as pílulas tecnológicas são controladas por computador para liberar substâncias no corpo na hora marcada. Com o cérebro turbinado, ele toma Wall Street de assalto e obtém rápido sucesso financeiro e social. O revés acontece quando percebe os perigosos efeitos colaterais que surgem.
Eita indústria cinematográfica, que quando um filme de terror dá certo nas bilheterias decide extrair cópias e versões até saturar. Agora o japão decidiu fazer o contrário. Acostumado a ver o cinema Yankee copiando seus filmes de terror (O Chamado, O Grito, Espelhos do Medo e tantos, tantos outros) decidiu fazer sua versão do hit americano que atraiu grande audiência em 2010. No longa, em uma visita a San Diego, EUA, para intercâmbio, um estudante encarna a presença sobrenatural e acaba levando o terror para Tóquio. Na capital japonesa, depois de um acidente de carro que abalou sua família e colocou um dos seus irmãos na cadeira de rodas, o jovem estudante é acusado de ter mudado a posição das acomodações do irmão. Ele, então, sugere a instalação de câmeras para provar sua inocência. Ao assistir ao vídeo gravado, o choque dos acontecimentos abalam a família. Parece que alguns elementos novos e a sempre divertida maneira japonesa de pregar sustos pode ser o diferencial.
O vencedor do Grande Prêmio de Cannes em 2010 estréia trazendo o ambiente religioso com a competência do cinema francês e é estrelado por Lambert Wilson, conhecido como o francês de Matrix. Na trama, um grupo de frades franceses convivem em perfeita harmonia com a população muçulmana até esta relação ser interferida por um grupo de fundamentalistas, que massacram trabalhadores e espalham o medo. Sim, o filme aborda o conflito do muçulmano e o cristão, o que por si só é uma pedida interessante.
Sim caros leitores, tudo isso até o final do mês. Melhor separar uma graninha e madrugar no seu cinema favorito! Leia Mais…
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Especial - Indicados ao Oscar 2011
Hoje veremos os vencedores do Oscar 2011, mas estes célebres indicados nos remetem sempre a outros filmes do passado que seguem estilos parecidos e podem agradar seu gosto. Eles estão lá, estocadinhos no fundo das prateleiras de sua videolocadora esperando por alguém que os aprecie. Então vamos relacionar cada indicado com um filme em seu estilo, começando com os primeiros 5.
O filme de 1999 feito pra TV conta a história real de Bill Gates e Steve Jobs, parceiros na empresa Xerox que juntos criaram o que seria o Windows e depois sua briga para ter os direitos do software e a construção de dois impérios emvoltos de ameaças, brigas e chantagens. No filme, o ator Noah Wyle (de E.R.) sustenta bem a ira de Jobs perante a passada de perna de Gates.
No belo filme inglês um duque precisa aprender a falar sem gaguejar para assumir uma posição real, tomando aulas com excêntrico fonoaudioólogo. Nesta outra produção de 1999, Robert DeNiro é policial que sofre derrame e fica quase impossibilitado de falar. Sua reclusão em condomínio da periferia chama a atenção de uma Drag Queen que insiste que pode ajuda-lo a voltar a falar com suas aulas de canto. O filme é mais simples, com roteiro mais básico, mas os astros Robert De Niro e o impagável Phillip Seymour Hoffman seguram bem os papéis e divertem, além de emocionar na difícil relação.
No indicado deste ano, bailarina experiente se desespera ao ver que pode perder o papel para novata que tem tudo o que ela não tem. Em A MALVADA, Bette Davis vive atriz de teatro famosa que acolhe uma fã como sua protegida e se vê em uma armadilha quando esta começa a almejar sua carreira. O filme é de 1950, e pode ser mais dífícil de achar, apesar de ser um filme que deve ver antes de morrer. Já em ADORÁVEL JÚLIA, a ótima Anette Benning vive uma excêntrica diva teatral que não aceita que deverá pegar papéis mais velhos e começar a ser coadjuvante de atrizes mais novas. Excelente, belamente filmado e ótimas interpretações.
No indicado ao prêmio do ano, temos a difícil relação entre os 2 irmãos mesclados ao treinamento de Boxe de Wahlberg e o problema de Bale com drogas. No vencedor do Oscar de Clint Wastwood, a barreira do sexo e o conflito religioso de um treinador são postos em pauta na ascenção da lutadora interpretada por Hillary Swank. Se não viu, deve ver.
Foi difícil relacionar o trabalho de Christopher Nolan com algo, tendo em vista a sua originalidade. Mas a idéia da construção de mundos imaginários remete muito a ficção de 1998 onde cidade é regida por grupo que apaga memória de seus habitantes e insere neles novas vidas toda vez que está perto de amanhecer, remoldando a cidade para que se encaixe nessas novas vidas, que obedecerão ao propósito deles. O filme é complexo, mas muito bem feito, bem contado e con ritmo interessante. Boas atuações de Rufus Sewell, Kiefer Sutherland e Jennifer Connely.
Esta semana postarei referências aos outro 5 indicados, além de especiais com os vencedores do Oscar. Escolha seus favoritos e bom divertimento!!! Leia Mais…
Crítica teatral - Pororoca
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Crítica - O DISCURSO DO REI - Oscar 2011
O que é necessário para fazer um grande filme? Se essa pergunta fosse respondida por um norte-americano, pensando nos oscarizados James Cameron e Spielberg, a resposta seria: grandes efeitos e histórias fantásticas, mesclados com cenas que tiram o fólego do espectador. Porém, se respondido por um diretor britânico, a resposta seria: grandes histórias sobre pessoas como nós, interpretadas por grandes atores e atrizes. E quando se assiste O Discurso do Rei, ou mesmo os outros indicados desse ano como Cisne Negro e 127 Horas, você passa a dar mais razão para nossos polidos amigos de Gales.
O Discurso do Rei poderia sim ser um filme cansativo se pensarmos que sua história se baseia numa série de consultas fonoaudiologicas para ajudar um príncipe. Mas o competente roteiro que mescla os problemas políticos do país com a confusão que é a vida pessoal da monarquia, os problemas de infância de Bertie e a vida do fonoaudiólogo dão ritmo e mantem tudo interessante. Outra grande vantagem é o delicioso humor tipicamente britânico, incisivo e polido, presente em boa parte do longa, que garante um clima irreverente e divertido o filme todo.
Mas nada disso funcionaria se não fosse o incrível elenco. Colin Firth está impagável e perfeito como Bertie. Ele consegue passar uma gagueira tão perfeitamente que chega a incomodar e dar agonia em seus momentos de tensão. Tensão por sinal transmitida da cabeça aos pés do irriquieto e reprimido personagem, que se incomoda com momentos de descontração e é visivelmente forçado por seu subconsciente a se controlar pra não sair gritando e quebrando tudo. Nesse quesito Firth é preciso, garantindo uma construção física, vocal e psicológica que compõem um personagem que poderia ser simplesmente cômico, mas é cheio de vida. Geoffrey Rush mais uma vez prova sua competência e nos entrega um Lionel que é a irreverência, a coragem e, em prosa, tudo aquilo que Bertie precisa ser, com um humor e uma intimidade que é incomum na vida de um monarca e que garante diálogos deliciosos, além de um constante olhar de carinho e afeição que conquistam o público. Helena Boham-Carter garante uma leveza, uma sinceridade e um carinho à seu marido no papel de Elisabeth que demonstra ser o porto-seguro do titubeante George. Esses três grandes atores tecem a história com uma tal leveza, mas ao mesmo tempo com uma segurança e vontade que nos faz mergulhar de cabeça no filme. As participações de Guy Pearce como David, Michael Gambon como George V e Timothy Spall como Churchill completam a competência do time.
Em suma, O Discurso do Rei vem mais uma vez enfatizar o que sempre digo aqui, grandes filmes precisam somente de grandes histórias e grandes personagens. Nesses dois pontos, o filme é sublime e meu favorito ao Oscar do ano.
Nota: 10 Leia Mais…
Crítica - BURLESQUE
Música é entretenimento. Cinema também é entretenimento. Juntamos os dois num só trabalho e o que esperamos? Nos divertir e entreter, pelo menos; e isso é alcançado pelo "Musical" Burlesque, estréia de Christina Aguilera com a veterana Cher nos cinemas.
Enredo por sinal bem simples: Aguilera é Alice, garçonete do interior que cansa da vidinha mais ou menos pega uns trocados e vai à Hollywood tentar a sorte como cantora ou corista. Numa noite acaba entrando por curiosidade na casa Burlesque, onde acha que encontrará strippers e promiscuidade, mas descobre um palco onde poderá mostrar seu talento. Mas para ter sua chance, terá que provar à dona do local Tes (Cher, interpretando Cher) que é mais do que uma garçonete. Entremeado a isso, Tess enfrenta problemas para manter o local, pendurado na hipoteca e recebendo propostas de venda.
Burlesque é aquele filme de final previsível, atuações na média, o típico filme de "garota que corre atrás dos seus sonhos", com referências nítidas de musicais como Chicago, Cabaré e filmes como Show Bar. Claro que o leitor pode pensar: Ah, então não vale a pena, se é um punhado de coisas que já vimos. Mas se engana, Burlesque tem 1 grande vantagem: é divertidíssimo! Os números musicais são bem produzidos, tem um ritmo excelente, danças agitadas, belas moças e músicas numa batida que mescla o jazz com a batida pop que nos faz bater os pézinhos com vontade de dançar. O elenco está visivelmente confortável em seus papéis, Cher sendo a diva do local cuja presença na canção de abertura gera arrepios, Aguilera sendo a branquela do vozeirão e tendo simpatia suficiente para manter a personagem. Destaques também para Cam Gigandet como o barman que segura o clima romântico, Kirsten Bell como a dançarina invejosa e o sempre excelente Stanley Tucci fazendo um papel tal qual seu estilista de O Diabo Veste Prada. Esse grupo faz a história fluir sem cansar e permite que as canções sejam ansiosamente aguardadas.
O visual boêmio e ao mesmo tempo chamativo do filme é bem mostrado e o roteiro tem um desenvolvimento simples, mas eficiente, o que garante uma história sem buracos. No final das contas Burlesque não é um musical que mereça Oscars, mas que merece sua visita e garanto que uns bons dias com as contagiantes canções embalando seus pensamentos.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Crítica - 127 HORAS - OSCAR 2011
Você sabe quem é Aron Ralston? Provavelmente não, e nem se lembrará da matéria que passou no Fantástico sobre ele em 2003. O fato é que depois deste filme, você não se esquecerá mais deste aventureiro que registrou em vídeos e em um livro o que foram os 5 dias mais difíceis de sua vida.
127 horas é a história real deste alpinista que tinha como hobbie visitar e explorar canyons e montanhas mundo afora. Em uma tarde de 2003 ele estava em mais uma de suas trilhas pelos Canyons americanos quando, ao passar por uma estreita fenda, foi pego por um deslizamento de rochas, onde uma prendeu seu braço contra a parede do canyon, esmagando seu ante-braço e o deixando impossibilitado de sair. E ali Aron ficou por 5 dias e pouco, mais exatamente as 127 horas do título. O filme mostra o antes, o emocionante durante e o bonito depois desse grande desafio.
Claro que tudo isso tem valia graças à excelente interpretação de James Franco (Homem-Aranha). Franco interpreta sem vaidades, com uma leveza, uma graça e uma verdade que nos faz gostar do cara, mesmo achando ele por vezes a pessoa mais idiota e ferrada do mundo, como ele mesmo por vezes comenta. O fato de Aron não ser um gênio, de cometer erros que qualquer um de nós cometeria é que cria essa identidade. E Franco tem o carisma necessário para criar a empatia e a torcida pelo bem do rapaz.
No geral, 127 Horas tem um roteiro bem construído, mesclando bem a história de Aron e seu momento de agonia sem ser exagerado, belíssimas cenas e ambientações, é simples e gigante pela própria natureza. Mais uma vez, Boyle mostra que grandes filmes não precisam de grandes produções, e sim de grandes histórias e grandes personagens. É rápido e não é nada tão supreendente e diferente, o que talvez lhe tire a estatueta, mas nada que o faça um filme ruim. Pelo contrário, 127 Horas pode não ser o melhor filme do mundo, mas é a história de um dos caras mais gente-fina que o cinema já mostrou.
Nota: 8,5 Leia Mais…
Crítica - DEIXE-ME ENTRAR
Quando um filme recebe sua versão norte-americana com menos de 3 anos é porque deve ser algo muito bom, ou algo muito inovador, certo? Bom, nem sempre.
Deixe-me Entrar é um terror sueco de 2008 que causou furor pelo roteiro inteligente, que mescla vampiros com a descoberta do amor sem ser ruim, ou digamos, sem ser Crepúsculo. O original sueco é bem produzido, roteiro bem amarrado e muito competente, mas nada surpreendente. Claro que a febre vampiresca foi um dos principais atrativos para a regravação do filme buscando nitidamente mais lucro pelos Yankees. Independente disso, a refilmagem é sim, bem fiel ao original, por vezes fiel demais (lê-se Ctrl+C Ctrl+V) mas nem por isso deixa de ser uma boa opção pra quem gosta de um suspense bem escrito e sem a pieguisse da saga Twilight.
Não contarei mais pra não estragar àqueles que não viram o original. Vale lembrar que Deixe-me Entrar é uma metáfora as relações na pré-adolescência, à descoberta do amor e até a Shakespeare e seu Romeu e Julieta. Mas o decente roteiro não faz disso algo forçado, meloso ou ridículo, sustenta a verdade, o casal de atores mirins seguram bem as pontas e as cenas de terror são boas sem serem exageradas.
O clima sombrio do inverno acrescentado dos perigos que envolvem a relação do casal protagonista ajudam a contar a história que não tem nada de muito surpreendente ou complexo, não espere nenhuma reviravolta esfusiante, mas confie numa história sem muitos buracos ou apelos para sustos fáceis. Deixe-me entrar é simples e eficaz.
Vale lembrar também que a atriz principal é Chloe Moretz, que roubou absurdamente a cena em Kick-Ass como a Hit-Girl e mostra muoto talento, sustentando duas vértices de sua personagem: a inocência da idade e descoberta do amor junto com os mistérios que envolvem ela e seu pai, o indicado ao Oscar Richard Jenkins. Sua personagem consegue ser por vezes delicada e fofa, por vezes assustadora e sombria. E isso faz toda a diferença na levada da história, que não enrola muito, é suficiente e direta sem ser apressada.
Deixe-me Entrar então vale sim como uma boa opção de suspense, com boas cenas de terror, bom roteiro, bons personagens e um romance que não incomoda. Uma refilmagem apressada, mas em tempos de Bella e Edward está na hora do mundo ter mais acesso a menos açúcar.
Nota: 7,5 Leia Mais…
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Crítica - CISNE NEGRO - OSCAR 2011
A corrida para o Oscar começa com a chegada do drama de Darren Aronofsky, conhecido por seus complexos Requiém para um Sonho, A Fonte da Vida e mais recentemente O Lutador, que deu o Oscar para Mickey Rourke. Coincidência seria esta de que geralmente os protagonistas de seus filmes sejam agraciados com indicações e prêmios grandiosos? Não. Cisne Negro é a prova maior de que Aronofsky sabe é trabalhar com a intensidade cênica, que neste filme recebe o nome e o sobrenome de Nathalie Portman.
O filme tem uma base simples, durante sua projeção acompanhamos a preparação de Nina (Portman) para seu papel duplo, sua jornada de auto-descobrimento, seus demônios e sua relação conturbada com a mãe. Pode parecer simples, mas a trama é complexa, cheia de reviravoltas e momentos de tensão, mescladas com a descoberta tardia da sexualidade e do turbilhão de emoções vividas por Portman.
Portman que faz por merecer cada estatueta que vem recebendo. Já ganhou o Globo de Ouro, o Sag, entre outros 21 prêmios, todos aos que foi indicada. E ao assistir o filme, se torna inegável sua potência. Nina é frágil, complexa, confusa, dura, frígida, contida, ciumenta, exigente, rígida, e tudo isso contido na cara de porcelana da bailarina. O universo do Ballet por sinal é bem representado e os cortes de câmera fantásticos.
Os papéis coadjuvantes são o equilíbrio certo para o dínamo de Portman, como se cada um representasse um anjinho ou demônio no ombro de Nina, Vincent Cassel é o desafiador diretor, que a faz sofrer com a cobrança, Barbara Hershey é a mãe controladora e que a mima, Mila Kunis é a moça descolada e abusada que ela precisa ser, Wynona é o que ela pode se tornar. Cada um com sua importância e seu peso.
O filme consegue prender a atenção do começo ao fim e mostra que nem tods história precisa de grandes efeitos ou de histórias longas para ser grandioso. Efeitos poucos, mas muito bem aproveitados dão um certo toque de horror ao filme e a trilha incisiva, entremeada pelas famosas canções do Lago dos Cisnes dão o clima perfeito.
Entre atuações fantásticas, clima ideal e roteiro bem amarrado, Cisne Negro se torna um filme imperdível para todo apreciador da Sétima Arte, da psique humana e mostra o quanto um sonho pode alterar o rumo de sua vida. Memorável.
Nota: 9,5 Leia Mais…







































