Caro leitor, reconheço que talvez não seja a pessoa mais recomendada para lhe falar sobre este filme, com estréia nacional nesta sexta-feira, 15 de julho. Mas também uso de minha sinceridade para dizer que, apesar de muito fã da série de best-sellers de J.K. Rowling, eu sempre separei sua obra literária das adaptações cinematográficas. Como grande cinéfilo, sei que a linguagem cinematográfica exige cortes e adaptações que levaram alguns fãs a loucura ao longo da saga do bruxo mais famoso do mundo, enquanto eu defendia as películas. E é com esse espírito cinéfilo e apto a receber algo novo e sem ficar querendo comparar página-a-página do livro com o filme que fui nesta quinta-feira à pré-estréia do longa.
A primeira parte da adaptação do último livro já havia recebido um 9 meu. Gostei do ritmo, das atuações, do tempo dado para contar a história, muitas vezes acelerada em outros longas e foi dado aos devidos fatores a devida importância. A qualidade técnica e textual do primeiro me deixou motivado a acreditar que a segunda parte seria tão bom quanto. Mas não foi tão bom quanto, foi um dos melhores filmes de aventura que já vi em toda minha vida.
Sei que pode parecer palavras de fã, mas questiono a sanidade mental de 1 pessoa sequer que vá assistir Relíquias da Morte Parte 2 e não fique boquiaberto com o espetáculo que terá visto. O filme tem início exatamente na cena em que se encerrou seu prólogo, com Voldemort roubando a Varinha das Varinhas. Mas daí por diante, o ritmo "road-trip" e investigativo do primeiro dá espaço a uma das melhores e mais bem feitas batalhas do cinema. Sim, assisti Senhor dos Anéis, Rei Arthur, todos os épicos, e garanto que a batalha em Hogwarts só perde a sanguinolência (e nem tanto) e as armas comuns para varinhas. Mas é num ritmo de esgrima intenso e efeitos especiais que não permitem a perda do visual e do entendimento cênico que a grande batalha se dá. Entremeado a isso, frases impactantes de vários personagens e o respeito a estes que participaram da história de Potter, desde o primeiro ao final da saga. Aliás, este clima de "tudo culminou até aqui" é sustentado magistralmente pelo filme. Detalhes como o mesmo cenário de Câmara Secreta, a união prática dos dois tipos de penseira vistos em Cálice de Fogo e Enigma do Príncipe, comentários que enfatizavam cenas que vimos ao longo destes anos, cada um surge aos poucos e vai costurando uma história que ficou brilhantemente resolvida por um roteiro inteligente e ágil. Kloves teve a seu lado o fator de adaptar todos os longas, o que dá ao roteirista uma lógica de raciocínio ímpar. Todos os detalhes por ele alterados de acordo com o livro, e que levaram alguns fãs à rebeldia se resolvem simples e de maneira eficaz. E ouso dizer que cenas longas e sem tanta emoção no livro final ganharam um tempero especial com alguns "algo a mais" que não ousarei dedurar aqui, mas que valeram a pena. Cada cena inéditá é deliciosa.
Destaco aqui também a atuação segura do trio, Daniel está muito bem e Alan Rickman dá um show com o desfecho magnífico de Severo Snape. Maggie Smith consegue comover em poucas cenas e são em simples trocas de olhares entre os atores que seguramos a respiração e tentamos (eu em vão) conter o choro. Fiennes também conseguiu fragilizar seu Voldemort de maneira inteligente, sem parecer piegas, ao contrário, causou até estranheza de tão crível.
O som e os efeitos estão sublimes, as cenas tem uma fotografia belíssima, sempre um forte da série, o roteiro está bem emendado e muito bem resolvido para o público não-leitor da série entender a trama. E o final não poderia ter ficado mais completo. Durante a projeção, entre aplausos ouvia-se choros, de uma despedida daquele que foi uma marco na literatura infantil e no cinema mundial.
Da cena da invasão ao banco Gringotes, a visita a Hogsmeade, o retorno à Hogwarts e a batalha magnânima travada daí por diante, Relíquias não perde o ritmo nem o peso. É intenso, divertido, forte, empolgante, emocionante.
Enfim, Relíquias da Morte merece ser visto mais de 1 vez, mesmo por você que nunca deu uma chance a série do bruxinho, mas que gosta de um filme magnífico. E como ouvi por várias pessoas na saída do cinema, talvez 1 só frase resuma o que foi acompanhar essa saga: Valeu a pena.
Nota - 10
quinta-feira, 14 de julho de 2011
CRÍTICA - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Especial - 10 Filmes Feitos pra TV que você deve Ver
Não precisamos ir a muito tempo atrás para lembrarmos que, quando ouvíamos falar de filmes feitos para TV relacionávamos a produções fraquinhas que víamos na Sessão da Tarde ou aqueles suspenses água-com-açúcar que passam no SuperCine. Mas o fato é que, graças em grande parte à HBO e seu investimento gigantesco nessas produções, hoje em dia filmes feitos para TV geralmente são história mais complexas, a maior parte reais que encontrar na TV o espaço e a abertura que o cinema não daria e nos mostram ser grandes filmes que talvez você nem tenha ouvido falar, mas que vale uma procurada na videolocadora para curtir no local onde eles foram imaginados: sua casa.
Essa belíssima produção estrelada pelo grande ator britânico Alan Rickman (o professor Snape de Harry Potter) e Mos Def (de 16 Quadras) é um achado para quem gosta de grandes histórias em produções de qualidade. Mos Def é um marceneiro, que é demitido quando chega a Grande Depressão, pois estavam dando preferência para quem tinha uma família para sustentar. A Depressão o atinge duplamente, pois sumiram as economias de 7 anos, que ele guardou com sacrifício para fazer a faculdade de medicina, pois o banco faliu. Consegue então emprego de faxineiro, trabalhando para Alan Rickman, um médico pesquisador que logo descobre que ele tem uma inteligência privilegiada e que poderia ser melhor aproveitado, onde está pesquisando novas técnicas para a cirurgia do coração. Os dois acabam fazendo um parceria incomum e às vezes conflitante, pois Thomas nem sempre era lembrado quando conseguiam criar uma técnica, já que não era médico. Uma história real, linda e humana em sua essência.
Uma obra que deu a Claire Danes (a Julieta do Romeu de Leonardo DiCaprio) todos os prêmios possíveis e imagináveis, com toda a razão e quando você asssitir te desafio a não se emocionar e até ir às lágrimas com essa história de vitória sobre o autismo. O filme é uma cinebiografia da jovem autista Temple Grandin (Claire Danes) que tinha sua maneira particular de ver o mundo, se distanciou dos humanos, mas chegou a conseguir, entre outras conquistas, defender seu doutorado. Com uma percepção de vida totalmente diferenciada, dedicou-se aos animais e revolucionou os métodos de manejo do gado com técnicas que surpreenderam experientes criadores e ajudaram a indústria da pecuária americana. Um filme incrível, lindo e emocionante.
Drew Barrimore e Jessica Lange ficaram disputando os prêmios de destaque nessa história complexa que destacou a ótima interpretação de ambas em uma história controversa e incrível. Trinta e cinco anos do famoso documentário dos irmãos Maysles – GREY GARDENS do luxo à decadência – oferece uma visão única, por trás dos bastidores, de “Big Edie” e de “Little Edie” Bouvier Beale, duas famosas excêntricas que eram parentes de Jacqueline Bouvier Kennedy Onassis e moradoras de uma decadente mansão em Hamptons. Jessica e Drew são as reclusas mãe e filha, cujos gostos pouco convencionais e rebelião social transcenderam a opinião pública e forjaram um laço único e inquebrável. O Filme é focado em suas glamourosas e endinheiradas vidas, bem antes da realização do documentário, e nas circunstâncias que as levaram à decadência. Um estudo interessantíssimo sobre a reclusão e a loucura.
Junte dois grandes atores, Susan Sarandon (a vilã de Encantada) e Ralph Fiennes (Voldemort em Harry Potter) e uma ótima história de patrão e empregado e temos um filme divertido, emocionante e muito bem produzido. Inspirado na verdadeira história da bilionária da indústria do tabaco, Doris Duke, e seu devotado mordomo irlandês Bernard Lafferty. Depois de atravessar um relacionamento fracassado, Doris encontra Lafferty, recém-saído da reabilitação e sem um tostão no bolso. Ela o contrata para ser seu mordomo e ele passa a maior parte do tempo tentando convencer sua exigente patroa a mantê-lo no emprego. Dirigido por Bob Balaban, o filme efetivamente captura a elegância de uma época áurea, acompanhado por uma trilha de incontáveis sucessos como ?The Best Is Yet To Come?, de Peggy Lee. Bernard and Doris narra o belo e enternecedor conto sobre uma dupla pouco convencional, formada pela princesa da high society e seu paupérrimo e imperfeito mordomo.
O excelente Geoffrey Rush (de O Discurso do Rei) estrela essa amalucada, intensa e fantástica biografia do ator Peter Sellers, famoso mundialmente por seu papel como o detetive Jacques Clousout em Pantera Cor de Rosa. Peter Sellers (Geoffrey Rush) foi criado por sua mãe dominadora, Peg (Miriam Margolyes), e por seu submisso pai, Bill (Peter Vaughan). Ainda jovem descobriu que gostava de atuar. Com o tempo utiliza este dom para se tornar ator e descobre que tem um grande jeito para comédia. No final dos anos 50, alcança fama numa popular série de rádio, "Goon Show", isto lhe abriu as portas para o estrelato no cinema, quando seu ego passou a ser melhor do que ele. Ao trabalhar num filme com Sophia Loren (Sonia Aquino), se apaixona pela grande atriz italiana e deixa Anne (Emily Watson), sua esposa. Quando ficou claro que Loren não queria nada com ele, tem um caso com a substituta da atriz. Profissionalmente sua carreira tem impulso ao aceitar atuar em "A Pantera Cor-de Rosa", que estava sendo dirigido pelo americano Blake Edwards. Da alegria a depressão, a saga desse grande ator, interpretada por outro grande ator.
Esse filme dividido em 4 partes, num total de 3 horas e 40 é uma das maiores produções da HBO e com um dos maiores elencos já reunidos na história. De Al Pacino a Meryl Streep passando por Emma Thompson e Patrick Wilson, a história da chegada da Aids nos Estados Unidos é feita de maneira poética e forte. Em 1985 Ronald Reagan está na Casa Branca e a AIDS se propaga rapidamente, fazendo vítimas sem parar. Em Manhattan, Prior conta para Louis, que foi seu amante por 4 anos, que está com a doença. Joe, um advogado mórmon, tem a chance de trabalhar em Washington, no Departamento de Justiça, e para isto basta que um influente advogado pegue o telefone. Ambos estão contra a parede, pois Roy precisa de alguém de confiança, já que está em uma situação bem embaraçosa. Joe sente vontade de aceitar o emprego, mas antes precisa falar com Harper, sua esposa, que passa os dias tomando Valium e aprendendo sexo na teoria. Os 2 advogados também tem outra coisa em comum: ambos são homossexuais, sendo que o primeiro não assume por razões profissionais e o segundo por viver um conflito interno. No meio disto um anjo convida Joe para ser o profeta da morte.
Essa produção estrelando o protagonista da série Will & Grace, Eric McCormack é facilmente encontrada em DVD e traz uma história real de um dos maiores vigaristas do FBI. Uma história inacreditável de amor, derrota e trapaças. Também conhecido como Christian Karl Gerhartsreiter, Clark Rockefeller usa seu charme para entrar na vida de Sandra Boss e acredita que finalmente adquiriu a identidade perfeita. Mas ela descobre a verdadeira história de Clark, o que faz desmoronar a sua vida e o seu casamento. Clark, então, toma uma medida audaciosa: rapta a própria filha e tenta desaparecer para sempre. Sandra agora terá que enfrentar seu próprio passado e expor a verdade antes que seja tarde demais.
Al Pacino chamou a atenção de Hollywood e ganhou vários prêmios com esta outra contribuição para o canal HBO neste filme que fala de um tema complexo, o suicídio assistido. Jack Kevorkian (Al Pacino) sempre defendeu que o ser humano tem o direito de morrer com dignidade, escolhendo a forma como deseja encerrar a vida diante de doenças terminais. Apoiado pelo amigo Neal Nicol (John Goodman) e por sua irmã Margo Janus (Brenda Vaccaro), ele passa a prestar uma “consultoria de morte”. Desta forma, Jack ajudou em mais de uma centena de suicídios assistidos, o que lhe rendeu o apelido de Dr. Morte. Em seu trabalho ele ganha o apoio de Janet Good (Susan Sarandon), a presidente do Hemlock Society, e a ira dos promotores locais, que abrem um processo contra Jack. O responsável por defendê-lo na corte é Geoffrey Fieger (Danny Huston), que precisa lidar não apenas com o processo em si mas também com a cobertura da mídia ao julgamento.
Não sou muito fã de filmes políticos, principalmente porque o patriotismo americano por vezes me incomoda e me estafa. Mas esta história sbre a eleição que George Bush pode ter roubado ficou no tom perfeito, nada patriótico e sincero e grande parte disso graças aos excelente atores. Quem se lembra do fato nas eleições fica arrepiado em assistir o que ocorreu por detrás dos panos. As eleições presidenciais de 2000 nos Estados Unidos, disputada entre o republicano George W. Bush e o democrata Al Gore, entraram para a história por terminarem virtualmente empatadas – o pleito foi definido graças aos votos da Flórida. Este Recontagem aborda justamente um dos momentos mais dramáticos no desenrolar do assunto, narrando cinco semanas nas quais a Suprema Corte coordenou a recontagem dos votos no Estado, algo que foi acompanhado de perto por todo o país e acabou colocando Bush no poder.
Esse drama britânico estrelado por Emma Watson (a Hermione de Harry Potter) é leve, bonito, e fala sobre ser órfão numa época mais difícil. No filme, baseado em obra homônima de Noel Streatfeild, é ambientado na década de 1930 em Londres. É a história das órfãs Pauline, Petrova e Posy Fossil, que são adotadas pelo excêntrico explorador Professor Matthew Brown, e criadas por Sylvia, sua sobrinha altruísta. Quando o Professor desaparece, Sylvia tenta dar conta das despesas alugando quartos para hóspedes cujos atos mudarão suas vidas para sempre. As garotas são matriculadas na escola de teatro e começam a trabalhar nos palcos. Isso combina com os desejos da ambiciosa Pauline, que está ansiosa para atuar, e com a vontade de Posy, uma dançarina nata, mas Petrova, que deseja ser aviadora, sofre com a frustração e o desapontamento. As irmãs juram "colocar seus nomes nos livros de história" e esse desejo mantém a família unida a qualquer preço. A vida no mundo do show business é bem-sucedida, mas corações são partidos e lições aprendidas nesta encantadora história.
Pronto, agora escolha os seus e descubre que nem todo filme que não vai pro cinema não merece nossa admiração! Leia Mais…
terça-feira, 29 de junho de 2010
Trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte
O novo trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte saiu, e não poderia ter ficado mais perfeito!!!
O Oclumência legendou e posto aqui o trailer, gostaria que comentassem o que acharam!!!
Eu adorei, achei arrepiante e certamente promove a vontade de ver o longa!









